ROMPENDO O SILENCIO - por Vinicius Cordeiro

ROMPENDO O SILENCIO
O programa Bicho Rio é referência nacional. É um dos maiores programas de controle populacional e de saúde animal ofertados por uma cidade brasileira, no país e mesmo no continente.

Em 2016, nossa gestão bateu um recorde absoluto nas ações, com mais de 48 mil esterilizações gratuitas, e quase 17 mil atendimentos clínicos. De menos de 16 mil castracoes em 2008, o programa saltou para 32 mil no ano seguinte, oscilando entre 34 a 39 mil até 2015, e chegar ao recorde atingido em nossa gestão.
Como dirigente da extinta SEPDA, cumprimos todas as metas propostas, não só em número, mas na qualidade dos atendimentos, na melhoria física dos postos, e das condições do abrigo público (fazenda modelo). O programa Bicho Rio é executado pela empresa Hope há alguns anos, e as condições contratuais tem preços de procedimentos clínicos inferiores do que os praticados pelo mercado.
Como Secretário, tomei todas as medidas legais e ágeis que permitiram que não se interrompesse o serviço no último trimestre, e o problema da pendência contratual com a empresa prestadora de serviços, e o final da execução orçamentária impediram a liquidação dos empenhos, posteriormente cancelados.
No início da atual administração, os novos gestores deveriam ter sido diligentes e ágeis para que o serviço, essencial para protetores, população, e o controle populacional animal, não sofresse paralisação.
Não o fizeram. Após dois meses de gestão, se dizer surpreendido, deixar paralisar o serviço, deixar de pagar a empresa, para anunciar contratação emergencial de outra empresa é de causar profundo estranhamento. Como há recursos rápidos para pagamento emergencial? E se há recursos, porque a atual gestora não regularizou os pagamentos rapidamente?
A desculpa e acusação descabida pode ser um biombo para outros interesses. Trocar a empresa, que já tem experiência na execução do serviço pode ser incompetência ou interesse econômico. Há diversas outras secretarias com situações análogas que já resolveram o problema sem afetar os serviços para a população.
A inação, a incompetência e a politicagem já fizeram a proteção animal sofrer o retrocesso de ter sido transformada em subsecretaria, com orçamento achatado de 11,1 milhão de reais em 2016 para pouco mais de 8 milhões neste ano.
Profissionais da mais alta competência, na área administrativa e veterinária foram demitidos, trocados por ex candidatos a vereador, parentes, e políticos sem a qualificação que seria adequada para um governo técnico. Desmontaram a ouvidoria, o programa de animais comunitários, essenciais para o combate aos maus tratos e o cumprimento da lei e do objetivo dá Política pública de proteção animal.
Anunciaram como novidade a manutenção da mesma ração já ofertada pela administração anterior na fazenda modelo. Um verdadeiro retrocesso para a causa animal. Por a culpa nos antecessores é relativamente fácil, mas apenas demonstra a mediocridade administrativa, sem demonstrar resultados palpáveis para protetores, e para a cidade.
É preciso cuidar das pessoas, e dos animais também.
Vinicius Cordeiro, Advogado, ex Secretário municipal de promoção e defesa dos animais do Rio de Janeiro.

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